Oficinas

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A LINGUAGEM DA MEMÓRIA

Cristina Castrillo (Suíça)

de 1 a 3 de novembro 2015
Horário: 9:00 às 13:00

O elemento-chave, essencial para toda a obra do teatro de Cristina Castrillo é a “memória” que não se refere apenas ao que se lembra ou se pensa lembrar, mas sim bem dirigida a essa rede particular de dados, muitas vezes imperceptíveis, através dos quais uma emoção aparece, uma reação orienta o movimento. A “memória não como uma representação dos fatos”, mas acima de tudo como uma desconhecida geografia pessoal com a qual e na qual nos manifestamos, atuamos, representamos e transmitimos. A união de valores determinantes como o exercício da memória física e o desenvolvimento da memória emocional, juntamente com a determinação do ator como o pino central do ato criativo, são os parâmetros em que todo o trabalho de Cristina se desenvolve. Bruna Gusberti ministra a parte vocal.

Destacada atriz e diretora de teatro, Cristina Castrillo, dedica-se profissionalmente ao teatro, desde o início da década 70 com o Free Theatre, um dos grupos mais importantes da América Latina. Em 1980 fundou o Teatro delle Radici na Suíça. Dedicando-se exclusivamente à investigação dos elementos que fundamentam a formação do ator, levou à criação de espetáculos de grupo e/ou individuais, valorizando o papel do ator como centro principal da ação criativa. Em 2014 recebeu o prêmio Suíço de Teatro pelo UFC (Instituto Federal de Cultura).Bruna Gusberti é atriz, professora e diretora. Ela tem participado em todas as atividades, espetáculos e tournées do Teatro delle Radici. Bruna cuida das oficinas de aprendizagem na parte da preparação vocal. Recentemente Bruna criou várias ações teatrais e dirigiu os espetáculos Dove lo Sguardo Scorre e Neve.

máx. 15 participantes
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O CORPO EM AÇÃO

Violeta Luna (México)

de 1 a 3 de novembro 2015
Horário: 9:00 às 13:00

O workshop é destinado a estudantes e profissionais de arte, arte performática, vídeo, teatro ou dança interessados na arte / ação (arte da performance). Os participantes irão usar seu corpo como um território para criar e desenvolver ações baseadas em sua complexidade pessoal da memória, da identidade, significado individual e social de gênero, raça e sexualidade. Alguns dos tópicos abordados são: O corpo – exercícios experimentais, presença e energia interna; Espaço -relação com o ambiente, intervenção do espaço público e privado; O tempo – real, imaginário e ritual; Ação – criação, reação, estímulos reais e fictícios, a interação com o público e utilização de objetos comuns.

Violeta Luna é atriz e performer, graduada no Centro Universitário de Teatro (México). Artista associada ao La Pocha Notra e Secos & Mojados. Violeta apresentou e ministrou work-shops na América Latina, Europa, África e Ásia. Seu trabalho atual explora a relação entre teatro, performance e participação na comunidade Trabalha com um espaço multidimensional que permite o cruzamento das fronteiras estéticas e conceituais, Luna usa seu corpo como um território para questionar e comentar fenômenos sociais e políticos.
http://www.violetaluna.com/
máx. 15 participantes
INSCRIÇÃO ENCERRADA!

 

KOSHI OU NÃO KOSHI

oficina, Koshi oi nao koshi ana_wolfAna Woolf (Argentina)

de 4 a 6 de novembro 2015
Horário: 9:00 às 13:00

Os pés que pensam e a cabeça que dança. A oficina se baseia no desenvolvimento de diferentes exercícios físicos e vocais pertencentes a técnicas orientais e ocidentais. A partir do corpo, se buscam conceitos teóricos tais como presença, energia de ação, ação e organicidade. Se busca também explorar diferentes qualidades de energia e aprender de que maneira podemos torná-las funcionais, manipuláveis e disponíveis para o trabalho do ator. O trabalho proposto falará de espaço e respiração, de ação, de cabeça dançante e de pés disponíveis.

Atriz e diretora Argentina, Ana Woolf é co-fundadora do Magdalena 2a Geração e membro de Voix de Femmes, uma rede internacional de mulheres relacionadas a pessoas desaparecidas. Mudou-se para a Dinamarca em 1988 para trabalhar com Julia Varley. Trabalhou por muitos anos com o Teatret Om (Dinamarca). Mantém parcerias com Voix Polyphonique (França), Odin Teatret (Dinamarca) e a Universidade de Nice (França). Assistente de Eugenio Barba em projetos Ur-Hamlet, Medeia e o espetáculo Vida Crônica. Desenvolveu um treino especial baseado na técnica de Tadashi Suzuki e ritmos latino-americanos. Atualmente atua, dirige e ministra oficinas entre Argentina e Brasil.

www.anawoolf.com.ar
máx. 15 participantes
INSCRIÇÃO ENCERRADA!

 

TEATRO E IMAGEM

André Luiz Lima e Paola Luna (Brasil)

de 4 a 6 de novembro 2015
Horário: 9:00 às 13:00

A capacidade de estimular planos paralelos de percepção, atravessando com a imagem o espaço “teatral”, incorporando formas criativas de expressão com a proposta do olhar humano sobre o ambiente, o outro e si mesmo. A imagem e a Identidade em confronto. Proporcionar e estimular o potencial expressivo através da imagem e do processo criativo do ator, a partir da reflexão sobre o tema Gênero, criando oportunidades concretas de reflexão, estimulando uma maior consciência de si e do outro, dos mecanismos sociais e culturais que influenciam as nossas construções de significado e de nossas visões de mundo. A oficina destina-se à profissionais e estudantes de todas as áreas, como Artes Visuais, Cênicas, Fotografia e todos que desejam aprimorar a criatividade, o autoconhecimento e a relação com o outro. 
A proposta e que os participantes levem câmeras fotográficas ou filmadoras, caso possuam, independente do formato, todas serão bem vindas!

Paola Luna, fundadora e sócia da produtora Studioline Filmes/Rio de Janeiro, começa na década de 80, a fase de experimentação na vídeo arte, participando de festivais nacionais e internacionais. Realiza curtas, documentários ecológicos entre outros trabalhos. Desde a década 90 atua novamente em peças e performances experimentando varias linguagens e formas expressivas. De 1999 até 2004 curadora e coordenadora geral de Eventos Multimídia produzidos pelo Instituto de Cultura Italiano / Consulado da Itália.

André Luiz Lima é ator e diretor, atuando a mais de 25 anos em peças teatrais, eventos, peças publicitárias, palestras, festivais nacionais e internacionais, cinema e televisão. Estudou e atuou no Brasil, Suíça, Inglaterra, Equador, Colômbia, Itália e França. Representou o Brasil na 1ª turma da Escola Internacional de Teatro de Lugano na Suíça. Professor de oficinas e cursos de Teatro e Desenvolvimento Pessoal no Brasil e no exterior. Diretor do projeto Gênero com Cia Francesa Racines de Poche em parceria com o Centro Cultural Cacina Macondo na Itália.
máx. 15 participantes

 

TEMOS UMA QUESTÃO!

Helen Varley Jamieson (Nova Zelândia)

de 2 a 6 de novembro 2015
Horário: 9.00 às 16.00 (OBS: almoço 13:00 às 14:00)

A oficina focaliza o uso criativo da tecnologia nas artes performáticas. Arte digital, on-line performance – cyberperformance, conduzida por Helen Varley Jamieson para alunos das áreas não só artística, mas também de informática. A partir de um tema escolhido, em seguida, se construirá com os participantes a cyberperformance “TEMOS UMA QUESTÃO!” que será apresentada no Festival.

Cidadã do cyber-espaço Helen Varley Jamieson vem de Aotearoa (Nova Zelândia). Artista e escritora com mais de uma década de experiência prática em cyberformance, um termo cunhado em 2000 por ela para descrever a nova forma de performance ao vivo, on-line que ela estava experimentando. Completou um Maestrado em 2008, pesquisa de Cyberformance e é reconhecida internacionalmente como um pioneiro no campo de atuação em rede. Apresenta-se regularmente e apresenta seu trabalho no festivais e conferências em todo o mundo.
www.wehaveasituation.net
máx. 10 participantes

Acreditando no poder transformador da arte, com a missão de ampliar o diálogo com a comunidade e tornar o evento acessível a todas as camadas sociais, serão realizadas duas oficinas gratuitas em comunidades e uma em escola pública do Rio de Janeiro.

LABORATÓRIO MADALENA-ANASTÁCIA: TEATRO DAS OPRIMIDAS

Bárbara Santos (Brasil/Alemanha)

 2/11 – 6/11 Centro de Teatro do Oprimido 9.00 – 13.00

O Laboratório Madalena busca reforçar laços de confiança mútua e de solidariedade; estimular a superação da culpa e da vergonha; desmistificar a falácia da competição e fragilidade inatas; desvelar o silêncio que oculta temas tabus e fortalecer alianças. Para que as participantes possam reconhecer e analisar opressões, intercambiar idéias e propostas, e estabelecer estratégias para a luta por novas conquistas e a garantia de direitos conquistados. Em homenagem ao mês da consciência negra no Brasil, vamos realizar essa edição como Laboratório Madalena-Anastácia com enfoque em gênero e raça. O resultado da experiência será apresentado no dia 07 de Novembro, às 10:00.

Barbara Santos é Diretora Artística de KURINGA – espaço do Teatro do Oprimido em Berlim, de TOgether International Theatre Company, da Rede Madalena Internacional (grupos da Europa, África e América Latina) e dos grupos teatrais Madalena-Berlin e As Des-integradas. Bárbara desenvolve o Laboratório Madalena – Teatro das Oprimidas, uma inovadora experiência estética sobre as opressões enfrentas pelas mulheres. Tem artigos publicados em diversos idiomas, é editora da revista METAXIS e colaboradora do Centro de Teatro do Oprimido (Brasil). Desde 2014, integra a ITI Alemanha (the International Theatre Institute of UNESCO).

 

AS MULHERES E OS SILÊNCIOS DA HISTÓRIA

As Atuadoras  e Kiwi Teatro (São Paulo, Brasil)

01/11 e 02/11  Sede do Tá na Rua, 10.00 – 18.00

A oficina “As Mulheres e Os Silêncios da História”, ministrada pela atriz e arte educadora Fernanda Azevedo e pela atriz, vídeo-artista Maysa Lepique, pretende, através de estímulos teatrais, literários e recursos audiovisuais, discutir algumas ferramentas necessárias para que as mulheres assumam o protagonismo de suas vidas e escrevam suas próprias histórias – na intenção de ampliar o debate sobre a opressão de gênero, passando da esfera privada e íntima para o espaço público.

As Atuadoras – Coletivo de artistas e pensadoras que por meio da arte discutem questões pertinentes às mulheres do século XXI, com objetivo de transformar realidades. O grupo produz várias Ações que refletem de modo crítico sobre temas da conjuntura: em 2007, criou o espetáculo de teatro mulher a vida inteira, apresentado somente para uma platéia feminina (Prêmio Funarte de Teatro — Myrian Muniz e patrocínio da Petrobrás) e publicou o livro Peça para Mulheres – História e Poesias do espetáculo teatral mulher a vida inteira (Programa de Ação Cultural 2008 da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo). Representaram o Brasil no seminário internacional Actions of Transfer – Womens Performance in the Americas, na Universidade da Califórnia/UEA;A

Kiwi Companhia de Teatro surgiu em 1996. Ela é responsável por três dezenas de montagens teatrais, leituras dramáticas e intervenções cênicas. O grupo, sediado em São Paulo, organiza cursos, oficinas, eventos multiartísticos e debates. Produziu um documentário de longa-metragem sobre a questão de gênero e a violência contra as mulheres, e publica anualmente o caderno de estudos Contrapelo. O grupo procura elaborar um pensamento crítico sobre o teatro, contribuir para a compreensão de temas contemporâneos e intervir artística e politicamente na vida social do país, em geral associado a movimentos sociais e populares.

 

SAPATINHOS VERMELHOS – Fotografias do corpo errante

oficina rosellaRossella Viti e Roberto Giannini (Itália)

3/11 – 5/11 Escola Municipal Camilo Castelo Branco, 9.00 – 13.00

“Sapatinhos vermelhos” é o título de um filme cult. A protagonista é uma dançarina que, quando usa seus sapatos de cetim vermelho “enlouquece” e entra em uma dimensão imaginária e um pouco sonhadora, dominada por emoções e sensações. O caminho deste workshop é feito com sapatos vermelhos no pé e uma câmera fotográfica nas mãos. Caminhamos, exploramos, atravessamos ruas, palácios, jardins, lugares íntimos e espaços sociais, usamos a câmera fotográfica como uma extensão do corpo, como escrita que registra, na luz, a deriva do nosso andar. Superamos os limites do olhar cotidiano no estupor e no estranhamento, colhendo e retornando o território atravessado em um caderno subjetivo, imaginário, metafórico, onde cada imagem é signo do visível e sentido do invisível.

Rossella Viti é pesquisadora multidisciplinar, atriz, diretora, fotógrafa. Está interessada nos processos criativos através do movimento, imagem, narração, verdadeiros pontos focais de um caminho que a leva a ser autora dos escritos para a cena onde se fundem o corpóreo, o textual, o visual. É diretora artística da Associação Ippocampo/ Vocabolomacchia_teatro.studio, assinando direção e dramaturgia das produções teatrais, e a organização de projetos e eventos na área cultural e artística, educacional e social. É diretora artística do Vocabolomacchia teatro.studio, que fundou nos anos 90 com Roberto Giannini, ator e artista visual. Desde 1991, ele é o ator, designer e músico em todos os espetáculos de Vocabolomacchia_teatro.studio.

 

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