Fóruns / Palestras

port | eng

1/11  Galpão das Artes 15:00

OS SENTIDOS DA REDE

Magdalena Sin Fronteras II 2008 / Foto:Helen Varley JamiesonFórum com moderadora Marisa Naspolini(Brasil) e  Julia Varley(Dinamarca)  e Ana Woolf (argentina)

Um ponto de vista brasileiro sobre a Rede Magdalena e reflexões sobre conexões e colaboração entre mulheres nas artes cênicas.

A Moderadora – Marisa Naspolini estudou e trabalhou na França, Itália e Estados Unidos, onde se especializou em Análise do Movimento (Laban Movement Analysis). Tem formação como jornalista e é mestre e doutoranda em teatro. Atuou como professora universitária por dez anos no Curso de Artes Cênicas da UDESC. Assina uma coluna semanal no Jornal Diário Catarinense. Dirige a Áprika Cooperativa de Arte, que desenvolve projetos em diversos segmentos artísticos. Integra a equipe do Ba-o-bah – estúdios de autocriação, projeto de desenvolvimento humano através da arte. Coordena em Florianópolis o Vértice Brasil – Encontro e Festival Internacional de Teatro feito por mulheres (2008, 2010, 2012 e 2014).

1/11  Galpão das Artes 17:00

SETE VENTOS – AULA ESPETÁCULO

Texto, Encenação e Interpretação: Débora Almeida/BRASIL (Rio de Janeiro)
Supervisão Cênica: Aduni Benton
Coreografia: Denis Gonçalves e Maria Gal
Figurino: Jerry Fernando
Trilha Sonora: Samantha Rennó e Raquel Coutinho

É uma aula-espetáculo teatral baseado em depoimentos de mulheres negras e no mito de iansã. Em cena temos bárbara, uma escritora negra, filha de iansã, que compartilha com a platéia momentos da sua vida e de outras mulheres que a influenciaram.

Débora Almeida é atriz, produtora cultural, professora e pesquisadora em Artes Cênicas e bailarina de dança afro. É formada em Interpretação Teatral e Licenciatura em Teatro pela Uni-Rio. Participou, em 2010, do III FESMAN – Festival Mundial de Arte Negra, em Dakar, Senegal, com o espetáculo Silêncio e Cia. dos Comuns, companhia de teatro formada somente por atores negros, que tem como objetivo difundir a cultura de matriz afro-brasileira e difundir a cultura negra. Foi colaboradora dramatúrgica dos espetáculos Silêncio, Bakulo, Candaces e A Roda do Mundo, pela Cia. dos Comuns.

2/11 Espaço Tom Jobim 17:00

MAGDALENA BRASÍLIA – SOLOS FÉRTEIS

Palestra e vídeos de Luciana Marrtuchelli/ BRASIL (Brasília)

Teatro de mulheres e a busca por Solos Férteis e excelência dramática.
“É como se quiséssemos reencontrar as origens”
Concepção, desenvolvimento e realização das edições do Festival Internacional de Mulheres no Teatro – SOLOS FÉRTEIS, em Brasília, com foco na voz da mulher no cenário teatral e na importância de referências femininas para novas criadoras de solos performances. Ao longo de 8 anos, fala também sobre o privilégio para o Brasil de receber a única convivência e treinamento oferecidos em todo o mundo em que Julia Varley e Eugenio Barba, diretor do grupo Odin Teatret, trabalham diretamente com atores e atrizes do Brasil e países ibero-americanos.

Atriz, diretora, professora e cineasta, Luciana Marrtuchelli, desde 2010 faz a direção artística e curadoria do Festival Internacional de Mulheres no Teatro – SOLOS FÉRTEIS, com foco em monólogos e solos unipersonais, conectado à rede The Magdalena Project. Há 20 anos, se concentra na formação técnica do ator pesquisando mitos, legados e heranças sob a voz da mulher e o feminino e o masculino em estados de representação nas poéticas contemporâneas, Há 8 anos criou a residência de excelência dramática “A Arte Secreta do Ator” com Eugenio Barba e Julia Varley (Odin Teatret), de quem tem sido discípula desde então. Traduziu o livro da atriz Julia Varley, “Pedras d’ água”, para o português, e ensaia, sob sua direção, seu primeiro solo: “Mare Serenitatis”.

3/11 Espaço Tom Jobim 18:00

GÊNERO E TEATRO

Palestra de Lucia Sander/ BRASIL (Brasília)

Uma reflexão sobre a representação das mulheres no teatro, ou sobre a construção e interpretação de personagens femininas. Recebemos uma herança volumosa de leituras e interpretações de personagens femininas do teatro dito clássico e que seguem influenciando leituras e montagens no presente. Seu efeito é o de congelar essas personagens em moldes que já não servem  ao público de hoje. Uma releitura que atente para o anacronismo das interpretações consagradas pode nos revelar outras possibilidades de leitura e encenação dessas personagens que mais se ajustem ao público presente e do presente. O que escreveu Mahler a respeito da música pode servir para o teatro: “A tradição nos impede de refletir.”

Lúcia Sander é mestre pela American University (Washington), doutora pela State University of New York, ex-professora da UnB, especialista em literatura dramática, autora de “Susan e eu”: ensaio crítico e autocrítico sobre o teatro de Susan Glaspell. Criadora e realizadora dos espetáculos de Crítica em Performance Susan Glaspell entre nós/entre linhas (2002/2003) e Ofélia explica ou O renascimento Segundo Ofélia & Cia. (2008/2009).


4/11 Espaço Tom Jobim 16:30

REFLEXÕES SOBRE ARTE CÊNICA CONTEMPORÂNEA E MULTIMÍDIA

Fórum com Helen Varley Jamieson / Nova Zelândia, Rossella Viti / Itália, Violeta Luna / México
(Foto: Roberto Freitas, SOMÁTICO)

Como definir espetáculo e/ou performance multimídia? Teatro e vídeo funcionam como duas mídias diferentes ou como duas “cores” diferentes que se misturam até constituir uma terceira possibilidade? O que significa a “dramaturgia multimídia”? Qual a sua função neste início do século XXI, quando a mente do espectador já está influenciada pela mídia? Seria isto uma criação de novos sentidos ou uma experimentação sem fim? Existe a possibilidade de criar uma união orgânica entre ator/performer e mídias digitais? Estas e outras reflexões serão o ponto de partida das três artistas convidadas que, de forma interativa, têm o objetivo de estimular a discussão sobre o tema.

 

6/11  Espaço Tom Jobim 17:30

DE DIVAS A DEVAS

Palestra com cantos, Alba Lirio/ BRASIL (Rio de Janeiro)

Culturas tradicionais como a hindu e a iorubana, com suas sonoridades e vasto repertório de cantos e com seus movimentos corporais de grande beleza e expressividade, nos oferecem um caminho a percorrer na busca da transformação dos valores vigentes. “De Divas a Devas” é um exercício de imaginação sobre esse processo de transformação por meio dos cantos e dos movimentos, que nos propomos investigar.

Formada em Comunicação Social (RJ) e em Educação Vocal (The Vox Mundi School, San Francisco, UEA), Alba Lírio atua no campo das artes e das tradições vocais de matriz indígena, afro-brasileira e indiana. Há 20 anos dirige no Brasil a Vox Mundi School of the Voice, com sede no Rio de Janeiro, e ministra regularmente cursos em educação da voz no país e no exterior. É professora convidada de instituições nacionais e internacionais, entre elas a Unipaz, PUC Rio, Universidad Del Hombre de Buenos Aires, Casa das Palmeiras, Sistema Rio Abierto do Uruguai e Espanha, Vox Mundi EUA, Índia e Argentina, Shivananda Ashram, nas Bahamas.

 

Anúncios